Chaves – Cemitério dos Elefantes

Existe uma lenda, que nos confins de África, num lugar extremamente secreto e remoto, por conseguinte desconhecido de todos, existe esse lugar sagrado para os elefantes, situado nos seus mais recônditos esconderijos da floresta virgem, que quando os elefantes sentem que se aproxima a hora da sua morte, é para onde estes se dirigem, em absoluto sigilo e completamente sós, para tranquilamente aí aguardarem o seu último suspiro. Esse lugar diz a lenda, é conhecido pelo “Cemitério dos Elefantes“.

Graveyard

Cemitério dos elefantes visto pelo autor desta pintura

Este site foi criado para expor publicamente o que se está a passar na cidade e Concelho de Chaves, por causa de uma política errada e desastrada, seguida por este executivo da Câmara Municipal, que não se coaduna com o necessário progresso e desenvolvimento económico e social desta região, provocando a desertificação do seu interior, despovoamento de muitas aldeias deste Concelho, fantasmas do que outrora foram e criarem cidades, que lentamente se vão transformando em autênticos “Cemitérios dos Elefantes“.

Estatisticamente há cerca de 600 pessoas, entre estudantes e trabalhadores na faixa activa das idades entre os 20 e os 35 anos, que deixam o Concelho para emigrarem, quer para os grandes centros no litoral, quer ainda para o estrangeiro e que,  na sua grande maioria, não voltam mais.

A debandada da nossa juventude e da nossa preciosa massa trabalhadora emigram, porque a juventude não vê futuro nem a possibilidade de aplicarem os seus conhecimentos adquiridos, para se desenvolverem e aqui se radicarem e, a massa trabalhadora também, por terem perdido a esperança de encontrarem empregos compatíveis com o sustento deles e das suas próprias famílias.

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Símbolo icónico da cidade de Chaves

As razões que estão na base deste fluxo emigratório, são as causadas pela falta de investimentos no campo da indústria e comércio, porque no que respeita à agricultura a situação é desesperante. Pois esta última, está tão depauperada, por causa de políticas inadequadas e teimosamente implementadas, que praticamente se pode considerar apenas, de indústria agrícola de subsistência e mal.

São investimentos económicos nestes três ramos de actividade, que se criam empregos e oportunidades para se fixarem as suas populações trabalhadoras e a sua juventude. O executivo desta Câmara, não tem sabido atrair, incentivar, acarinhar, nem tão pouco competir contra os muitos outros Concelhos, por este país fora, para cativar esse investimento tão necessário para o seu desenvolvimento socio-económico.

Aldeia Abandonada II

Aldeia abandonada em Trás-os-Montes

Entretanto, as poucas iniciativas válidas de investimento para esta cidade e Concelho e consequentemente, com a criação de novos postos de trabalho, são preteridos e boicotados por razões várias apresentadas,  como desculpas esfarrapadas e manhosamente substanciadas por um PDM (Plano Director Municipal) emanado em 1994 e desde há muito ultrapassado pelas condições actuais, pois que este em vigor, já não corresponde às novas realidades actuais, nem tão pouco correspondem aos anseios e preocupações das suas populações.

Este PDM em vigor deveria ter sido substituído por um novo PDM em 2004. Não o foi. Por sua vez este, deveria ter sido substituído por um mais recente ainda, que deveria ter sido publicado em 2014. Também este não o foi e o que está em elaboração, está agora numa fase de impasse com a RAN (Reserva Agrícola Nacional), REN (Reserva Ecológica Nacional) e AHVC (Área Hidroagrícola da Veiga de Chaves). Portanto, ninguém sabe quando é que isso acontecerá.  Entretanto a estagnação económica e um progresso bloqueado que esperem, como pacientemente esperaram até agora. Ainda há quem procure quais são as razões da desertificação do interior, pois creio que essa gente não veio ainda a Chaves, com toda a certeza.

Câmara Municipal II

Centro do poder do Concelho – Edifício da Cãmara Municipal

Este executivo da Câmara, bem como os seus sucessivos antecessores, não souberam, por falta de competência inegável, elaborar um novo PDM que satisfaça as necessidades de uma cidade, Concelho e respectivas populações, com vista a fomentar o progresso, desenvolvimento e bem estar da região. O PDM é o documento essencial para se saber onde se poderão alicerçar esses investimentos de que tanto necessitamos e, onde serão situadas as áreas destinadas ao necessário desenvolvimento de construção urbana , mola real do desenvolvimento económico. Sem um novo PDM, adequado às necessidades actuais e que satisfaçam as novas realidades da região, não se poderá fomentar a indústria, o comércio e a agricultura de escala, pedras basilares para o seu progresso e desenvolvimento.

Estes são os verdadeiros motores que criam novos postos de trabalho, que por sua vez, poderão ajudar a fixar as nossas populações. Não são certamente, com a implementação de museus de pintura, ou de um museu de “piscinas romanas”, que nem sequer conseguiram por ainda a funcionar convenientemente, é que irão criar empregos e desenvolverem as condições necessárias para que a nossa juventude e força da massa trabalhadora, não seja obrigada a procurar soluções alternativas de angariarem o seu sustento, noutros lugares fora do Concelho de onde vivem ou emigrarem para o estrangeiro.

Nadir Afonso

Museu de pintura “Nadir Afonso”

Sobretudo, quando estes investimentos camarários foram efectuados num período de grande crise de contenção económica, que o nosso país actualmente ainda atravessa, quando para além disso, se tiveram que endividar mais ainda, considerando entretanto que esta Câmara está desde há muito, tecnicamente falida (se fosse uma firma privada, há muito que teria encerrado as suas portas), para porem em prática com gastos inusitados em extravagâncias de luxo, obras que muito dificilmente se poderão aceitar e compreender, pois que não trazem nenhum benefício económico para a região, nem a curto, nem a médio prazo, nem a prazo nenhum. Ao que suponho, nem esta população foi sequer vista nem achada, para consentir que essas extravagâncias fossem construídas à custa do erário público de que levarão penosamente, muitos anos para as pagarem.

Piscinas Romanas II

Museu das “Piscinas Romanas”

Se estes emigrantes depois, ao fim de se terem passado os seus melhores anos como emigrantes e, se ainda quiserem voltar (pois que muitos se enraízam nos locais onde fizeram vida), depois de terem contribuído, com vários anos de árduo esforço, para a riqueza e engrandecimento dessas outras longínquas paragens, possívelmente voltarão por saudades, para a terra que os viu nascer. Aqueles que voltarem, voltam porque é a terra que ainda adoram, mas que aqui, não puderam fazer a sua vida. Voltarão para as suas casas, herdadas e passadas de geração em geração, ou para construírem a sua própria e possivelmente última habitação. Mas agora, numa idade mais avançada, depois da sua reforma justa, ou simplesmente à procura de um local de descanso bem merecido e assim, passarem serenamente o resto dos seus dias.

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Cruzeiro de S. Caetano – o Santo de devoção e das promessas flavienses

Os que voltarem, voltarão sós, porque a familia que com esforço do seu trabalho criaram, esta contraiu agora outros interesses e que cujos descendentes, muito dificilmente voltarão a criar aquelas mesmas raízes de amor à terra que os seus progenitores ainda têm.  Os filhos e os netos desses emigrantes, já nada têm a haver, nem tão pouco se identificam agora com esta terra, que por vezes nem sequer a língua dos seus pais dominam, ou estarão dispostos sequer, a terem que a aprender ou a reaprender.

Não querem também viver numa região em que a grande maioria da sua população está na reforma, ou na gloriosa terceira idade. Quererão certamente conviver e criar laços de amizade, sobretudo com pessoas da sua faixa etária. Acima de tudo o mais, não quererão viver na constante preocupação, como poderão criar os seus filhos, sem o pavor de não saberem como é que mais tarde, os poderão sustentar, se lhes falhar o emprego, por causa da crise económica instalada e que está para perdurar, por muito mais tempo. Não irão querer também viver numa terra, que não lhes dá a oportunidade de terem futuro, de progredirem nas suas carreiras, ou ainda , de não terem oportunidades de satisfazerem as suas próprias ambições de melhorarem a sua qualidade de vida, à custa do esforço do seu próprio trabalho e empreendorismo.

A esta nossa gente na reforma, da terceira idade e mais os que voltam de outras remotas paragens definitivamente, pertencendo também à mesma faixa etária, só lhes resta pois, esperar tranquila e serenamente, por vezes na completa solidão das suas casas vazias, provocada pela ausência compreensível dos seus entes mais queridos, entregues a si mesmos e às suas saudosas memórias, esperando apenas pela hora final da sua morte. Esta é a razão de infelizmente ser, “Chaves – Cemitério dos Elefantes”.

velhos

…”entregues a si mesmos e às suas saudosas memórias,

esperando apenas pela hora final da sua morte”…

Me perdoem aqueles que se sentirem ofendidos por esta analogia. Livre de mim de ofender, pois que não há, nem tive a intenção alguma, de ofender quem quer que seja. Estas páginas da Internet, têm apenas como finalidade de chamar a atenção para as causas deste excruciante problema humano que nos afecta a todos. Isto não tem razão nenhuma, de ter que ser assim. Isto não é de modo algum inevitável. Estas situações podem e devem ser mudadas. Haja apenas uma vontade séria.

Nós podemos e devemos criar as condições para que os nossos progenitores e que a nossa população envelhecida, possam passar o resto dos seus dias, rodeados de amor e carinho juntos às suas famílias. Para isso, é preciso que os seus filhos e netos possam cá ficar e viver condignamente. Para isso, é preciso que haja desenvolvimento económico da nossa indústria, do nosso comércio e da nossa agricultura, que ainda não existem, porque os nossos dirigentes deste Concelho, assim não o permitem, nem nada fazem.

Para que possamos ao menos dar, o mesmo amor e carinho com devoção, que nos souberam dar, quando nós aqui, nesta terra, vimos pela primeira vez a luz da vida. Para isso, só temos que criar as condições, para que a nossa população não tenha que emigrar para poder fazer a sua vida. Devemos pois exigir que o executivo da Câmara (seja ela a que for), mas que por nós foi eleita, que defenda os nossos interesses e que trabalhe afincadamente para criar as condições propícias para que a nossa população não tenha, nem precise de emigrar.

Quero Trabalho

Manifestação pública feita por jovens que não querem emigrar para arranjarem trabalho

Não é travando sistemáticamente as iniciativas de investimento que se chega lá. Hoje em dia a competição para cativar o investimento é cada vez mais desenfreada. Hoje em dia, o capital já não tem fronteiras. É escasso e, existem oportunidades que anseiam por esse investimento em todo o lado. Temos que aproveitar o que temos de melhor, uma terra rica para a agricultura, que está praticamente abandonada e acima de tudo o mais, o que temos de mais precioso, uma população engenhosa e trabalhadora, capaz de se lançar em qualquer empreendimento que traga riqueza e bem estar a este Concelho, se assim o deixarem, incentivarem e se os não impedirem. Só precisam de serem incentivados e apoiados, para que tudo isso aconteça e se transforme. É precisamente para isso, que se elegem os dirigentes desta região. Foi para isso que se candidataram.

Neste espaço, irei apenas documentar todas as nossas tentativas fracassadas até agora, de fazer um empreendimento, na forma da instalação de um supermercado, na nossa Quinta do Raio X, sem qualquer sucesso, por oposição incompreensível deste executivo da Câmara. Mais investimentos que tencionávamos efectuar noutras propriedades que temos, ficaram e ficarão em suspenso, até que o anterior (do investimento de um supermercado) se resolva, porque não quero que nos aconteça outra vez, como o que está a acontecer com o investimento acima referido.

Pão de açucar III

Supermercado que esta Câmara impede que se faça nesta cidade

Arranjarmos parceiros de credenciais impecáveis, interessados numa parceria de investimento nesta região e depois passarmos por imbecis, por causa do desinteresse e desencorajamento do executivo desta Câmara para apoiarem esses empreendimentos. Esses investidores não estão para terem que suportar as “birras” de uma Câmara com possívelmente outros interesses, quando nos outros Concelhos, avidamente à espera destas oportunidades, lhes franqueiam as portas sem hexitação e os recebem com toda a ajuda e incentivos necessários, para que ali se estabeleçam.

Não irei tecer mais nenhum comentário sobre o que se passou e que infelizmente, está ainda a passar nesta cidade e Concelho. Quem tiver a paciência de ler estas páginas, que tire as suas próprias conclusões. Não estou a fazer campanha política para ninguém ou para algum partido político. Nem sequer tenho essas ambições políticas, sejam elas quais forem. Move-me apenas a vontade de querer investir nesta terra se, este executivo da Câmara Municipal, ou qualquer outro que lhe suceda, tenha o bom descernimento de assim o permitir, para bem da região.

Todos os investimentos que tragam novos postos de trabalho, deveriam ter uma receptividade positiva e prioritária por parte do executivo desta Câmara. Não chega apenas dizer e fazer campanha partidária com promessas vazias de que todo o investimento será recebido de braços abertos como este presidente da Câmara tem propagandeado, apenas para angariar votos. É preciso demonstrá-lo, é preciso procurar soluções para que esses empreendimentos sejam nesta terra implementados. Deviam procurar soluções para cativar esses investimentos com o mesmo entusiasmo e determinação que tiveram, quando decidiram construir o Museu “Nadir Afonso”, o Museu das “Piscinas Romanas”, etc.

Souberam pois, onde ir buscar fundos monetários necessários, quando a própria Câmara está já endividada por várias gerações, transpuseram todas as dificuldades para poderem legalizar empreendimentos desta natureza de utilidade duvidosa e de muito menos sentido económico razoável, ou que beneficie a população deste Concelho. Tenho imensas dúvidas que esta, tenha sido consultada, ou dado o seu aval para tanta extravagância, sobretudo se tivermos em conta com os tempos de contenção e austeridade que infelizmente estamos a atravessar.

aldeia abandonada

Mais uma outra aldeia abandonada do Concelho, provocada

pelas políticas seguidas por este executivo da Câmara

No entanto, são pródigos a arranjar problemas quando respeita a qualquer intenção de novos investimentos, que poderiam criar novos empregos e bem estar. É de lamentar que tanto talento deste executivo da Câmara seja apenas canalizado para satisfazerem objectivos muito pouco transparentes e ainda por esclarecer, em vez de fomentarem o progresso económico da região e o seu bem estar e procurarem com o mesmo ardor meios de cativar a nossa juventude e a nossa valiosa massa trabalhadora para aqui se enraizarem. Não souberam produzir um PDM que satisfaça os interesse do Concelho durante estes anos todos a fio e agora, escudam-se com o IMPASSE provocado pelos mauzões do costume, a RAN, a REN e a AHVC. É pena.

Sendo o PDM o documento mais importante produzido por qualquer Câmara, pois que nela se planeia por um período de 10 anos, o destino financeiro e económico da cidade e todo o Concelho, porque é que a elaboração está entregue a uma pessoa sem idade para ter a experiência adequada, que tem vindo a demonstrar a completa falta de maturidade, pois que se intitula de dona disto tudo (tendo afirmado que “…de que, quem manda aqui no PDM, sou eu” – ler requerimento anexado ao processo da Quinta do Raio X) ? Atitude essa deplorável e que não é compaivel nem conducente na elaboração um documento desta responsabilidade. Quem é que supervisiona o trabalho desta personagem?

Quando este PDM for um dia (que ninguém sabe quando, nem mesmo ela) apresentado para um período obrigatório de discussão pública de 30 dias, período nítidamente insuficiente, para se discutirem todas as objeções que certamente irão surgir. Assim, sem terem tempo de resolver os problemas apresentados e transferir a sua resolução, para o próximo PDM que cuja resolução será possívelmente no tempo dos seus netos. Deste modo, muito convenientemente poderão seguramente considerar o novo PDM pronto para a sua aprovação final. Quanto menos problemas forem apresentados e com tempo reduzido estipulado e insuficiente, para os poder discutir convenientemente, melhor ainda. Poder-se-á em seguida, aprovar o novo proposto PDM, mal engendrado e amanhado, mas que satisfaz os seus propósitos. De quem, é o que se deveria averiguar. Muito engenhoso e sobretudo, muito democráticamente conduzido.

Deste modo, sem terem dado oportunidade às pessoas interessadas de exporem as suas razões e para que as respectivas conclusões, não possam ser incorporadas nesse PDM. Estratégia brilhante. Este tipo de malabarismo administrativo de imposição do poder por este executivo, é simplesmente criminoso e deveria portanto, ser levado aos tribunais, para que os seus autores sejam punidos. Com certeza que este executivo não tem sequer a mais pequena ideia o que significa planear. Talvez seja eu que esteja enganado. Talvez saiba e deve-o saber muito bem. Por isso é que assim procede. Mas não é seguramente para os interesses da população deste Concelho que estarão tão afincadamente a labutar.

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Devido à importância que o PDM tem na vida e do futuro da região, para evitar que a sua elaboração vise apenas proteger os interesses de alguns, este deveria ser supervisionado a todo o tempo, por uma comissão de membros da Assembleia Municipal, escolhida especialmente para esse fim. O PDM é um documento político e como tal, dever-se-ia retirar completamente a competência total deste documento, do control exclusivo e absoluto, do poder do executivo da Câmara. Este executivo deveria apenas elaborar esse documento sob a supervisionização da comissão da Assembleia Municipal e só depois de consultados todas as Juntas de Freguesia do Concelho. Em seguida, dever-se-ia abrir para a discussão pública, com tempo adequado para que as alterações que forem acordadas entre as partes, possam estar incorporadas nesse PDM e consequentemente, ser remetido para a sua aprovação final.

Só assim poderà haver o mínimo de garantia de isenção de interesses pessoais e de favoritismo dos interesses já instalados. Não será necessário com certeza que esses membros tenham um curso de arquitectura. Já há arquitectos suficientes na Câmara Municipal para esse efeito. O curso superior que esses membros obrigatóriamente deveriam ter, é o curso de maturidade e sabedoria da vida, cimentado pela experiência comprovada com anos de trabalho produtivo e com um mestrado em bom senso. Serão  estas as qualificações necessárias para fazer parte dessa comissão, destinada a supervisionar um novo PDM que esteja orientado para  defesa dos interesses e progresso económico da cidade e Concelho.

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Infelizmente, existem também nos bastidores desta engrenagem política do Concelho, outros interesses. Interesses instalados esses, que não admitem competição de forma alguma. Afinal, são esses interesses, quem de facto controlam toda esta região. Não tenho veleidades algumas de pensar sequer estar suficientemente informado, de tudo o que de errado ou de nebuloso, que se passa nesta cidade ou Concelho.  Sei apenas dos problemas que me afectam directamente e que infelizmente, não são poucos.

Se no entanto, os mais preocupados e interessados em saber o que se passa e quais os problemas que causam a falta de investimento na sua terra, terão agora a oportunidade de aqui encontrarem as respostas que procuram, se derem a esse trabalho e paciência de pesquisar este Portal. Este nosso caso poderá servir de extrapolação de um modo genérico, para o que se passará também em todo o Concelho. O meu caso é apenas um exemplo semelhante a muitos outros que aqui nesta cidade abundam. Pois que aqui e depois da sua consequente leitura, poderão tomar conhecimento e constactar através de provas concludentes aqui apresentadas, das desculpas esfarrapadas apresentadas por este executivo, que tem vindo a impedir sistemáticamente a durante os últimos dois anos, a construção de um supermercado, que poderia criar 140 postos de trabalho directos e outros tantos indirectamente. Mais uma oportunidade perdida e mais uma vez este executivo da Câmara a travar o desenvolvimento económico desta cidade.

Um investimento de cerca de €3.000.000.00 (três milhões de euros) bloqueado sem explicação lógica racional, mas alegadamente assentes num PDM já há muito ultrapassado, mas que por teimosia, ou por conveniência de alguns interesses existentes, se vem mantendo ainda em vigor. Um investimento desta dimensão, tendo em conta os consequentes benefícios que poderão trazer a esta cidade, não deveria ter sido ignorado sumáriamente, sem se ter esgotado todas as soluções prováveis, para que a sua viabilidade fosse possível. Infelizmente que este nosso caso não é único, pois que poderíamos mencionar mais outros, mas apresentarei apenas como exemplo, o da tentativa de investimento de uma empresa fabricante de peças de automóveis, a “Faurecia”, investimento esse de vários milhões de euros, que poderia ter criado 400 postos de trabalho nesta região e outros inúmeros benefícios colaterais, mas que acabou por ir para Bragança, por ter sido indeferido também por este executivo e provávelmente pelo mesmo motivo.

O que é mesmo deplorável, é que ainda tenhamos de ter este executivo da Câmara a decidir o destino da cidade e do Concelho. Mas se este executivo continuar com outro mandato, conseguido por vontade expressa do voto da população deste Concelho, então que ao menos, que esse novo executivo em exercício, possa estar supervisionado por uma comissão da Assembleia Municipal, de modo a garantir que este, esteja sómente a defender os interesses desta cidade e do próprio Concelho.

Sendo a Câmara o maior empregador da região, dado que controlam já, não só a economia da região, como também a maioria dos postos de trabalho (depois das instituições do estado, tais como os serviços militares, serviço de saúde e hospitalares, forças da segurança pública, repartições públicas, etc). Quem controla a economia e a maioria dos postos de trabalho nesta cidade, tem também o controlo virtual dos seus votos. Com a aparente garantia de tantos votos, tem também QUASE assegurado a sua perpetualidade. Mesmo assim, isso NÃO É GARANTIDO. Essa situação pode ser mudada.

VOCÊS QUE ME LÊM, PODERÃO FAZER A DIFERENÇA, POIS QUE ESSA, SÓ DEPENDE DE VOCÊS MESMOS.

As provas documentais que apresentamos falarão por si mesmas e estas, são do inteiro conhecimento deste executivo da Câmara Municipal e espero que agora, sejam também do conhecimento público.

 

 

 

 

 

 

 

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